1- O que mudou na sua vida após iniciar o tratamento na casa das oficinas?Mudou bastante.
Aprendi a fazer mosaico, mandala. Comecei na Tainã, depois comecei a fazer mosaico.
Aprendi a fazer diversas coisas, tem diversos trabalhos...
Fiz amigos, conheci pessoas de fora.
Eu também fazia feirinha, mas paramos porque não tinha carro.
Aqui todo mundo ajuda todo mundo.
2- Melhorou sua convivência com os familiares?
Melhorou com meu irmão, com minha família.
As vezes brigava com meu pai, quando entrei aqui melhorei.
Quando faço as coisas aqui as pessoas ficam sabendo, vou na PUC fazer trabalho, tenho bastante encomenda, participo de palestras.
3- Há uma exigência de produção?
Tem bastante produção, lucro
A gente faz por encomenda, só saio de um serviço quando termino outros.
A gente recebe de acordo com nossa frequência, divide o lucro por todos de acordo com nossa frequência e a produção da oficina é dividida por todos.
4- Há indisciplina?
Aqui tem disciplina, se você tiver nervoso você conversa, descansa ou vai para casa.
Aqui não obriga ninguém, aqui você pode fazer do seu jeito.
5-Como é a convivência de vocês com as pessoas que fazem tratamento na Saúde Mental?
A gente conversa, brinca, ajuda a organizar.
A gente conversa, entende os problemas. Se precisar chamamos a Andréa e tentamos ajudar um ao outro.
6-Oferecem alimentação na casa das oficinas? Como você faz para se alimentar?
As vezes tem, as vezes eu trago de casa.
Tem café, pão, bolacha.
Quando eu trago a gente divide.
As vezes a gente compra da culinária.
A gente traz almoço de casa e esquenta no microondas.
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