sexta-feira, 12 de junho de 2009

Festa Junina no Tear das Artes

Convidamos todos a participar da festa junina que acontecerá no Tear das Artes (Rua Benedito Roberto Barbosa, nº11, Parque Universitário - próximo ao Terminal de ônibus Ouro Verde), no dia 19/06, a partir das 12:00h.
No dia acontecerão várias atividades festivas: barracas de comidas típicas, exposição de artesanato, brincadeiras, bingo e muita música!!!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Esporte faz bem para o corpo e para a mente - 05/06/2009

O esporte é uma opção de vida para as pessoas. Por mais diferente que cada pessoa seja uma da outra, sempre no esporte é possível provar para o mundo e para ela mesma que há como vencer barreiras.
Como atividade que é praticada por todas as pessoas, também é muito potente para o tratamento de doenças e sofrimentos, inclusive na saúde mental.
Acreditamos que a prática esportiva traz vida e faz bem à saúde, tornando o corpo mais resistente à doenças. Durante a vida, atividades físicas ajudam no desenvolvimento da coordenação motora, no conhecimento de regras e na cooperação entre as pessoas.
Na saúde mental, o esporte ajuda a eliminar toxinas do corpo acumuladas pela medicação. O encontro da comunidade com os usuários diminui o preconceito, pois a alegria vivida no jogo é igual para todos.Durante as Olimpíadas de Casa branca, por exemplo, vimos algumas pessoas que tinham bastante dificuldade em jogar vôlei, mas mesmo assim participaram e provaram ter saúde e entendimento uns com os outros, além de união.
Durante um jogo, também em Casa Branca, usuários com bastantes dificuldades surpreenderam os próprios competidores e a torcida pela não desistência, provando que eram capazes de vencer barreiras e que as pessoas diferentes podem aproveitar a vida, cada uma a seu jeito.

O barco


O Barco entra mar adentro
E o mar é sempre um desconhecido
Mas mesmo assim o barco vai
Levado pelo vento
Pelas ondas
Não importa se o barco tem que enfrentar tempestade
Se o mar está tempestuoso
Assim é o barco
As vezes à deriva
Outras vezes ele navega em águas tranqüilas
Pois o que seria do barco sem mar
O que seria se o barco tivesse medo do desconhecido
Se ele só ficasse na praia
Pois o barco só se sente capaz quando ele cumpre aquilo pra que
ele foi feito
Atravesar o mar
E cada vez que o barco volta do m ar
Ele fica na praia à observar o mar e a sentir saudade .

José Carlos Dias

Voar

Subir em um a montanha e lá de cima voar.
Não ter medo do precipício
Voar...
Pegar uma corrente de ar e flutuar...
Voar como um pássaro
Sentir a liberdade
Experimentar sensações novas
Voar para o infinito
E olhar tudo de longe
Deixar-se levar
Para outro lugar
Ir além do horizonte
E depois de tudo pousar em terra firme
Voltar a realidade
Eterno ser
Capacidade de viver
Esquecendo as dificuldades
Sabendo que sempre seremos capazes de voar
Mesmo que não subamos em montanhas nenhuma
Mesmo que não tenhamos asas
E que só voemos em nossas mentes.

José Carlos Dias

O ninho de beija-flor

Um ninho de beija-flor
Feito com arte e primor
Encontrei no galho mais alto,
Da minha roseira em flor.

Entre as folhas encoberto
Ninguém sabe que ele existe
É preciso olhar bem de perto
Pra que a gente o aviste .

E lá no fundo somente três ovitos
E nada mais
O ninho tão fofo e quente
E os três ovos tão iguais...

Wayne

A sociedade e seus conflitos

No nosso cotidiano houve várias transformações e
religiões em nosso país.
Na sociedade em que vivemos tem
muitos preconceitos e conflitos, basta pensar e refletir um
pouco. Se mudamos mínimas coisas e educamos nossos
filhos na maneira do possível e houver diálogo, aí tudo
muda.
Mas nos dias de hoje não é bem assim . Entre
Exceções, alguns estão mergulhados na ignorância e na
ambição, sem falar no materialismo. Muitos jovens
desandam várias moças que engravidam , alguns se
revoltam , outros se suicidam .
Culpa de quem ?
Dos políticos corruptos, da conversa pra boi
dormir, da influência e do dinheiro.
Na verdade, o capital que manda. Isso é um
absurdo!
Onde esta o amor?
Ai é que está. O amor está a nossa volta.
Só é preciso encontrar.

Lê Ferreira

CAPS: sua trajetória

Em 1992 foi inaugurado na região noroeste de Campinas o CAPS Integração,
com o objetivo de tratar os usuários da saúde mental, o que antes era feito
principalmente em hospitais psiquiátricos.
Contando com número reduzido de funcionários e usuários, o CAPS
funcionava em uma casa pequena com pouca infra-estrutura (goteiras, falta de
espaço, poucos banheiros), longe da Avenida John Boyd Dunlop. Tal distanciamento
proporcionava maior tranqüilidade e segurança aos usuários.
O funcionamento do serviço dava-se apenas durante a semana e durante o dia,
o que dificultava o tratamento de crises. Dentre as atividades oferecidas, existiam o
ateliê, atendimentos individuais e de grupo, saúde beleza.
Com o aumento do número de usuários e a proposta de cuidado à crise e à
saúde mental nos 7 dias da semana, por 24h , o CAPS mudou de localização, passando
a atender na rua José Rosolen, 677. A partir disto, aumentou o número de
profissionais e a capacidade de atendimento e quantidade de
atividades, inclusive abertas às pessoas da comunidade , como este jornal.
Porém , visto que a atual residência deveria ser temporária até a construção de
uma sede adequada, alguns problemas continuam : falta de infra-estrutura e
proximidade da Av. John Boyd, principalmente .
A sede adequada do CAPS começou a ser construída há cerca de 5 anos, em
frente a Praça dos Trabalhadores, porém foi abandonada. Lá as condições de
atendimento, espaço e cuidado seriam melhores.
Devido a esta importância fundamental da entrega da obra, os Conselhos
Local e Municipal de Saúde e usuários e profissionais do CAPS reivindicaram o término da construção.
Para simbolizar a luta, no final de 2007 foi realizada um a manifestação de
abraço coletivo da obra, da qual participaram o CAPS, PROGEN, Casa das Oficinas,
Conselhos e comunidade . A obra foi retomada, porém de forma muito lenta. A
promessa é que a nova casa esteja pronta no segundo semestre deste ano.
O Conselho de Saúde e o CAPS, incluindo este jornal, continuarão atentos à
fiscalização da obra.

Grupo de Jornal

Ainda não é o fim

Nada acabou
São apenas pedaços de um todo chamado vida
Vida que ainda não é perfeita
Porque erramos
Ou não lutamos com o tinha que lutar
Ainda não é o fim
Temos muito tempo
Talvez andamos mergulhados na incerteza
Dificuldade
Que chegamos a acreditar que não teremos outra chance
Que tudo se perdeu
Mas enquanto houver vida
Enquanto respirar
Sempre seremos tomados por surpresas
Coisas novas
Novo viver
Ainda existe muito o que fazer
Ainda não fomos levados a todos os lugares
Há muitos sentimentos para aflorar nosso coração.

José Carlos Dias

quarta-feira, 3 de junho de 2009

CAPS Integração e Centro de Referência em DST/AIDS fazem parceria

A equipe de vôlei surgiu no CAPS Integração há cerca de um ano, quando ocorreu em Botucatu a primeira Olimpíada de Serviços de Saúde Mental e Comunitários, ficando em 3º lugar.
Desde então o grupo reúne -se todas as quartas, às 10h , na Praça dos Trabalhadores para a prática da atividade .
Segundo Davi, auxiliar de enfermagem e um dos coordenadores do projeto, a oficina é aberta a toda comunidade e tem como objetivo proporcionar atividade física, o que favorece a coordenação motora, o cuidado com o corpo, além da interação das pessoas.
Do outro lado da cidade , no Centro de Referência em DST/AIDS, a oficina já existe há m ais de três anos. Atualmente participam cerca de 25 pessoas e os treinos ocorrem um a vez por semana no Parque Ecológico. Nacle Nabak , coordenador do projeto, diz que o time é formado por usuários daquele serviço e funcionários, que participam de diversos torneios em Campinas e outras cidades.
No final do ano passado, em 14/11/2008, no Parque do Taquaral, ocorre um dos torneios. O Centro de Referência em DST/AIDS venceu o CAPS Integração no final. Também participaram do evento a UNICAM P e autoridades da área da saúde . O último campeonato ocorreu em 19 /05/2008, em Casa Branca, nas Olímpiadas para Serviços de saúde mental e comunitários. Novamente o Centro de Referência em DST/AIDS venceu o CAPS no final.
As disputas pelos títulos deu-se de forma amistosa, já que os dois serviços tem promovido trocas de experiências e tem se aproximado cada vez mais. Esta proximidade deve -se , entre outras coisas, a desafios comuns enfrentados por estes usuários, com o preconceito.
Sabemos que o preconceito, de forma geral, faz parte da sociedade e das pessoas, em diferentes intensidades e situações. Muitas vezes isto ocorre por existir um a opinião formada antes de conhecer o próximo. Seja o usuário do CAPS, muitas vezes considerado louco perigoso e incapaz; seja usuário do DST/AIDS, que não tem respeitados seus direitos e em alguns casos sua opção sexual, todos enfrentam questões relacionadas ao preconceito cotidianamente .
Para lidar com tais situações acreditamos ser necessária uma reflexão sobre o modo de pensar das pessoas, sejam elas diferente s ou não. Podemos aprender e conviver com o diferente, enxergar além das aparências e das expressões iniciais.

Esclarecimentos a respeito da troca do CAPS Integração - texto escrito em meados de 2008

Nós como integrantes do jornal Comunicativo queremos expressar nossa discordância da forma como foi feita a retirada da coordenadora do CAPS Integração, Luciana Togni.
Acompanhamos o trabalho de Luciana e temos uma boa avaliação de seu trabalho, que sempre foi desenvolvido com muita competência, atenção e cuidado com usuários, trabalhadores e familiares. Houve muita proximidade entre usuários e coordenação durante a gestão de Luciana, já que ela tinha um cuidado especial com os pacientes, mesmo este não sendo o papel principal da gestão.
Fomos pegos de surpresa com a notícia da retirada de Luciana da coordenação, já que o Distrito Noroeste não comunicou sua decisão com antecedência nem a usuários nem a trabalhadores, causando grande prejuízo no andamento do CAPS. Não houve tempo para nos prepararmos e para nos despedirmos de Luciana, o
que causa grande revolta nos usuários e familiares.
A saída da coordenadora foi decidida de forma arbitrária, já que não foi discutido nem com o Conselho Local nem com o Conselho Municipal.
Depois da saída de Luciana tal assunto foi discutido em assembléia (que acontece toda sexta feira com usuários, trabalhadores e familiares) e foi pedido para que o Distrito viesse esclarecer o motivo da saída dela. O que notamos na fala de representantes do Distrito em resposta ao questionamento dos usuários foi que Luciana estava com problemas na relação de confiança com o Distrito devido a falta de comunicação.
Notamos que o Distrito não levou em conta, no momento de sua decisão, todo o trabalho desenvolvido por Luciana e as relações construídas com usuários, funcionários e familiares. E apesar da decisão ter sido tomada pela equipe do Distrito estes sempre se mantiveram afastados do cotidiano do CAPS, não participando do dia a dia do trabalho.
Em busca de esclarecimentos o jornal Comunicativo entrevistou o coordenador do Distrito de Saúde Noroeste , Rubem Borges Fialho Junior. Rubem alegou que a relação do CAPS Integração com o Distrito estava diferente da relação do Distrito com as outras Unidades de saúde , o que , segundo ele , resultou na
retirada da coordenação após algum as tentativas de aproximação. Reconheceu que toda relação é um a via de mão dupla e referiu também que o trabalho de Luciana era bem avaliado por usuários e trabalhadores. No entanto, afirmou que tal decisão se deu somente pela relação ruim com o Distrito.
Nós, do jornal Comunicativo e também cidadãos e usuários do SUS, acreditamos e trazemos como proposta que as decisões e avaliações de todos os serviços públicos de saúde devem contar com a participação dos que freqüentam estes serviços, pois isso possibilita a democracia e que a opinião do usuário do serviço seja valorizada, já que este é o foco e o motivo do trabalho.
Apesar das dificuldades que as pessoas que freqüentam os serviços de saúde mental têm eles são capazes de avaliar o trabalho, já que o serviço é voltado para seu bem -estar.
Nossa proposta é que as decisões, seleções e avaliações sejam sempre compartilhadas entre quem presta e quem usufrui do serviço (nos espaços de assembléia, conselho, reuniões) pois não faz sentido que somente um a parte tome decisões que afetam a todos.
Agradecimento e homenagem:
Como integrantes do jornal e representantes de alguma maneira dos usuários queremos agradecer o empenho, trabalho, dedicação, cuidado e confiança que Luciana teve com todos os usuários e familiares durante sua gestão no CAPS Integração.
Não houve oportunidade para despedida, mas queremos que Luciana saiba que de todas as vivências que tivemos com ela ficou algo de positivo.

Trânsito: um percurso na contramão.

O que vem ocorrendo com o trânsito de veículos motorizados? Será que o trânsito comporta um aumento da frota de veículos existentes hoje em dia?
Como o motorista tem se comportado em relação aos outros cidadãos? Tem havido companheirismo e solidariedade no trânsito?
Os motoristas andam quase sempre sem paciência para lidar com o trânsito, nem sempre obedecendo as leis, tais como respeito à faixa de pedestres, placas de sinalização, semáforo e lombadas.
Os pedestres, por sua vez, não cumprem seus deveres. Muitas vezes por comodismo ou por desconhecimento dos
riscos, aventuram-se ao atravessar as ruas em meio ao caótico trânsito.
De um a forma geral, as pessoas andam estressadas com tudo que as cercam e com problemas pessoais e do
cotidiano. Esta sensação reflete -se no trânsito com o um todo, sendo que levam tais problemas e dificuldades para trás do
volante .
Quem vai dirigir após um a discussão com familiares ou desentendimento no trabalho, parece estar mais propenso a explodir, seja por desrespeito as leis ou por impaciência e ofensas.
Outra questão que merece espaço é a mistura muitas vezes letal entre direção e bebida alcóolica. A educação e informações acerca de tais riscos chegam aos motoristas, porém estes parecem não importar-se e reconhecer os perigos, reforçando a cultura e hábito de que a embriaguez não atrapalha o ato de dirigir.
Quanto ao álcool, fica a pergunta: será que se a lei fosse mais rigorosa com os motoristas que dirigem bêbados os acidentes diminuiriam ?
Os pedestres que dependem do transporte coletivo são obrigados a enfrentar ônibus lotados, atrasos, alto valor da passagem, causando desconforto. A falta de alternativas no transporte campineiro (como trens, metrô, trolibus, rodízio de carro) aumenta o número de veículos nas ruas, o que deve -se também a comodidade e busca de status social proporcionados por um carro.
O que temos notado, portanto, é a falta de coletividade . Se todos os motoristas e pedestres circulassem pensando no outro e não somente em si, o trânsito fluiria melhor. Se os governantes estivessem atentos ao problema, as dificuldades seriam menores.
Fica a pergunta: o que fazer para o trânsito sair da contramão?