Ao Amanhecer o sol não se pôs
E Como se tudo tivesse dado em nada
As emoções mudara já é outro
Mas também ao chover
O dia parece cinza
Pois muita coisa muda novo
Estado de humor
O sol tem em toda minha vida fortalecida
Existe três coisas que me toca
Com o meu ser o mar, a brisa do mar e a chuva
O mar mexeu tanto comigo que eu abandonei
Resta Apenas abandonar a chuva
Mas o sol nunca irei te abandonar
José Carlos Dias
sexta-feira, 12 de março de 2010
Crepúsculo
Na escuridão pôr meio entre nuvens
Nuvens negras
Mas onde o sol força a se romper surge
Um crepúsculo
Pois são nuvens carregada e o sol tem pôr objetivo romper
E devido ao Sol
Ter pôr intensidade e ser de um intenso
Amarelo forte
Muitas vezes não consegue romper a aurora da manhã
Mas onde o sol bate com mais intensidade
Vão criando varias tonalidades
Surgindo um lindo amanhecer
Se rompendo o crepúsculo
José Carlos Dias
Nuvens negras
Mas onde o sol força a se romper surge
Um crepúsculo
Pois são nuvens carregada e o sol tem pôr objetivo romper
E devido ao Sol
Ter pôr intensidade e ser de um intenso
Amarelo forte
Muitas vezes não consegue romper a aurora da manhã
Mas onde o sol bate com mais intensidade
Vão criando varias tonalidades
Surgindo um lindo amanhecer
Se rompendo o crepúsculo
José Carlos Dias
Rio
Existe um rio turbulento
Onde não tem profundeza
Mais também são águas perigosas
Porque se cairmos nessa correnteza
Vamos ser levado a águas profundas
É só Ter coragem de passar pela correnteza da vida
Onde nós descemos com tudo
Sempre rio abaixo
E descida pôr ser forte não medimos
Apenas acreditamos que vão
Correnteza abaixo há
Água profunda
E só se sai bem quem
Mergulhou de cabeça em uma
Água Profunda.
José Carlos Dias
Onde não tem profundeza
Mais também são águas perigosas
Porque se cairmos nessa correnteza
Vamos ser levado a águas profundas
É só Ter coragem de passar pela correnteza da vida
Onde nós descemos com tudo
Sempre rio abaixo
E descida pôr ser forte não medimos
Apenas acreditamos que vão
Correnteza abaixo há
Água profunda
E só se sai bem quem
Mergulhou de cabeça em uma
Água Profunda.
José Carlos Dias
Ser
Se sou e é você
Mas por todos nós somos diferentes
Composto de pequenos fragmentos
Onde vamos nos ajuntando emoções, vivência paz mansidão
Quando de uma forma ou outra conhecemos nosso viver
Ai compreendemos nos mesmos
Porque um pedaço do outro
Passou entender ai também
Nós conhecermos a si mesmo
José Carlos Dias
Mas por todos nós somos diferentes
Composto de pequenos fragmentos
Onde vamos nos ajuntando emoções, vivência paz mansidão
Quando de uma forma ou outra conhecemos nosso viver
Ai compreendemos nos mesmos
Porque um pedaço do outro
Passou entender ai também
Nós conhecermos a si mesmo
José Carlos Dias
Discurso de Marcos, representante dos usuários na pré-conferência de saúde mental do distrito noroeste de Campinas
Eu Marcos Ferreira de Barros, faço parte do conselho local do Caps. Integração e sou suplente do conselho do distrito noroeste, além de membro da comissão do Conselho Municipal, membro da Organização da Conferencia Municipal de Saúde Mental e usuário do Centro de Saúde Integração.
Representando todos os que gostariam de se manifestar sobre os problemas nos Centros de Saúde e nos Caps. Queria falar da falta de médicos e de medicamentos, especialmente a falta de remédios de alto custo e falta de médicos psiquiatras no Caps e nos Centros de Saúde. Além disso a demora de reposição e substituição de profissionais, que saem do serviço ou se afastam por longos períodos, prejudicando muito o atendimento da Saúde Publica.
Os usuários reclamam da demora no atendimento quando ele é agendado na Pucc. permanecendo muito tempo na lista de espera com médicos especialista, e que também encontram muitas vezes à falta de médicos.
Isso também ocorre quando estamos em crise e nossos familiares acionam o SAMU. Muitas vezes não somos atendidos, tendo que repetir com insistência nesse chamado chegando a ficar sem o atendimento.
Falta também transporte até os locais dos Centros de Saúde e dos Caps. O que preocupa a todos é também a questão da segurança tanto dos funcionários como a dos usuários nestes serviços.
Com relação ao transporte queremos que seja garantido o direito da gratuidade. Nos casos de aposentadoria por invalidez, que a validade seja de mais tempo para a renovação aumentando para 24 meses. Os outros casos, que sejam avaliados como já vem sendo feito. Também em relação ao transporte, gostaríamos que diminuíssem os números de comprovantes exigido pela Transurc (Cópia dos documentos da carteira de trabalho frente e verso, das seguintes paginas: Identificação e contrato de trabalho, bem como de comprovantes de residência, Identidade (RG) e comprovante de carta de concessão de beneficio do INSS), pois nos usuários não temos dinheiro para pagar essas despesas. Gostaríamos que fosse criado uma linha de ônibus especial do terminal Campo Grande até a nova sede do Caps-Integração, pois muitos usuários tomam 2 ônibus até o terminal e do terminal mais um para o Caps. Com isso os usuários necessitam de maior números de passes. Ainda nesta questão, nos usuários achamos que complementaria o tratamento tendo a oportunidade nos finais de semanas utilizar passes para participar das atividades de cultura e lazer nos espaços públicos que à cidade oferece
Essa nova sede é importante para ampliar o atendimento a novos usuários e melhorar a qualidade da assistência, contratando mais funcionários.
Queremos que esses temas sejam abordados na Conferência, pois tem sido problemático para todos.
Tenho 18 anos de tratamento psiquiátrico, já passei por regimes de tratamento fechado, no Hospital Seara e à 10 anos faço tratamento fora do hospital. Já passei pelo Caps-Integração, pelo Centro de Convivência e pelo Centro de Saúde.
No centro de Saúde tenho tido acesso ao tratamento psiquiátrico e à medicação. No Centro de Convivência, estou participando do grupo de jornal, onde construímos um blog, com o objetivo de publicar nosso Jornal Comunicativo, que tem ajudado vários pacientes; divulgamos notícias sobre assuntos diversos, dentro e fora da área da saúde, incluímos tudo aquilo que desperta interesse no nosso grupo.
Gostaria de agradecer aos usuários, familiares e representantes das comunidades, que estão comigo e colaboraram com informações e experiências vividas, para que pudéssemos realizar esse discurso que estou apresentando
Neste período participei até do Grupo de Dança do Caps-Integração, onde, mesmo sem muita coordenação motora, vivi momentos agradáveis, que me ajudaram muito. Encarei uma platéia me assistindo dançar e agora estou encarando um público me ouvindo falar, mesmo com todo meu nervosismo. Esses três serviços tem me ajudado muito até hoje, e por isso, quero marcar minha posição como usuário, pedindo para que essa forma de tratamento se fortaleça, que sejam abertos mais CAPS, espaços como os Centros de Convivência e de oficinas de trabalho.
Representando todos os que gostariam de se manifestar sobre os problemas nos Centros de Saúde e nos Caps. Queria falar da falta de médicos e de medicamentos, especialmente a falta de remédios de alto custo e falta de médicos psiquiatras no Caps e nos Centros de Saúde. Além disso a demora de reposição e substituição de profissionais, que saem do serviço ou se afastam por longos períodos, prejudicando muito o atendimento da Saúde Publica.
Os usuários reclamam da demora no atendimento quando ele é agendado na Pucc. permanecendo muito tempo na lista de espera com médicos especialista, e que também encontram muitas vezes à falta de médicos.
Isso também ocorre quando estamos em crise e nossos familiares acionam o SAMU. Muitas vezes não somos atendidos, tendo que repetir com insistência nesse chamado chegando a ficar sem o atendimento.
Falta também transporte até os locais dos Centros de Saúde e dos Caps. O que preocupa a todos é também a questão da segurança tanto dos funcionários como a dos usuários nestes serviços.
Com relação ao transporte queremos que seja garantido o direito da gratuidade. Nos casos de aposentadoria por invalidez, que a validade seja de mais tempo para a renovação aumentando para 24 meses. Os outros casos, que sejam avaliados como já vem sendo feito. Também em relação ao transporte, gostaríamos que diminuíssem os números de comprovantes exigido pela Transurc (Cópia dos documentos da carteira de trabalho frente e verso, das seguintes paginas: Identificação e contrato de trabalho, bem como de comprovantes de residência, Identidade (RG) e comprovante de carta de concessão de beneficio do INSS), pois nos usuários não temos dinheiro para pagar essas despesas. Gostaríamos que fosse criado uma linha de ônibus especial do terminal Campo Grande até a nova sede do Caps-Integração, pois muitos usuários tomam 2 ônibus até o terminal e do terminal mais um para o Caps. Com isso os usuários necessitam de maior números de passes. Ainda nesta questão, nos usuários achamos que complementaria o tratamento tendo a oportunidade nos finais de semanas utilizar passes para participar das atividades de cultura e lazer nos espaços públicos que à cidade oferece
Essa nova sede é importante para ampliar o atendimento a novos usuários e melhorar a qualidade da assistência, contratando mais funcionários.
Queremos que esses temas sejam abordados na Conferência, pois tem sido problemático para todos.
Tenho 18 anos de tratamento psiquiátrico, já passei por regimes de tratamento fechado, no Hospital Seara e à 10 anos faço tratamento fora do hospital. Já passei pelo Caps-Integração, pelo Centro de Convivência e pelo Centro de Saúde.
No centro de Saúde tenho tido acesso ao tratamento psiquiátrico e à medicação. No Centro de Convivência, estou participando do grupo de jornal, onde construímos um blog, com o objetivo de publicar nosso Jornal Comunicativo, que tem ajudado vários pacientes; divulgamos notícias sobre assuntos diversos, dentro e fora da área da saúde, incluímos tudo aquilo que desperta interesse no nosso grupo.
Gostaria de agradecer aos usuários, familiares e representantes das comunidades, que estão comigo e colaboraram com informações e experiências vividas, para que pudéssemos realizar esse discurso que estou apresentando
Neste período participei até do Grupo de Dança do Caps-Integração, onde, mesmo sem muita coordenação motora, vivi momentos agradáveis, que me ajudaram muito. Encarei uma platéia me assistindo dançar e agora estou encarando um público me ouvindo falar, mesmo com todo meu nervosismo. Esses três serviços tem me ajudado muito até hoje, e por isso, quero marcar minha posição como usuário, pedindo para que essa forma de tratamento se fortaleça, que sejam abertos mais CAPS, espaços como os Centros de Convivência e de oficinas de trabalho.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Pré- Conferência de Saúde Mental
A pré-conferência de distrital de saúde é o momento em que as pessoas se reúnem para discutir os problemas e soluções da saúde mental do distrito noroeste.
É um espaço aberto a todos, feito para melhorar a saùde. também serve para conhecer pessoas e trocar informações.
Ocorrerá no dia 03/03/2010, das 8:00h às 17:00h, na Igreja Nossa Senhora de Guadalupe (Rua Sophia Valter Salgado, Vila Castelo Branco)
É um espaço aberto a todos, feito para melhorar a saùde. também serve para conhecer pessoas e trocar informações.
Ocorrerá no dia 03/03/2010, das 8:00h às 17:00h, na Igreja Nossa Senhora de Guadalupe (Rua Sophia Valter Salgado, Vila Castelo Branco)
Em alguns encontros do grupo de jornal discutimos sobre o vício de pessoas. O vício, na nossa opinião, traz perdas na vida das pessoas: família, auto-estima, dinheiro, saúde.
Quando alguém torna-se viciado em algo (o que pode ser bebidas e drogas, jogos, televisão) pode passar a fazer mal para os outros e para si mesmo.
Muitas vezes, ao experimentar alguma coisa, as pessoas podem perder o controle. Alguns acreditam que o vício é uma doença, e precisa de tratamento com profissionais da saúde. Outras pessoas acham que é falta de vontade, sem vergonhice.
Na nossa opiniçao, o vício é uma tentativa de preencher o vazio interno das pessoas. Os vazios da vida, atividades sonhadas e não realizdas, pensamentos ruins,busca por prazer. No momento em que se vive o prazer, a sensação é agradável, porém depois aparece o resultado.
Viver situações que podem lever a vícios são escolhas pessoais, pois cada um tem a chance de entrar ou não. Assim como perder o auto-controle varia de pessoas para pessoa.
A sociedade influencia o vício. A falta de orientação dos pais e da escola, influência de amigos, o estresse do dia a dia, frustrações, são alguns motivos que podem levar à dependência.
O cigarro é um exemplo disto. É prejudicial à saúde (causa fraqueza, doneças, perda de apetite), inclusive deu quem não fuma.
Recentemente foi aprovada uma lei que proíbe cigarro em lugares fechados. Com isso, os não fumantes tem seus direitos e espaços respeitados.
No CAPS Integração é difícil cumprir a lei, porque às vezes os usuários estão em crise, ou desorganizados, ou ansiosos, e não conseguem se controlar. Mesmo assim, foi discutida a criação de um espaço para fumantes.
Quando alguém torna-se viciado em algo (o que pode ser bebidas e drogas, jogos, televisão) pode passar a fazer mal para os outros e para si mesmo.
Muitas vezes, ao experimentar alguma coisa, as pessoas podem perder o controle. Alguns acreditam que o vício é uma doença, e precisa de tratamento com profissionais da saúde. Outras pessoas acham que é falta de vontade, sem vergonhice.
Na nossa opiniçao, o vício é uma tentativa de preencher o vazio interno das pessoas. Os vazios da vida, atividades sonhadas e não realizdas, pensamentos ruins,busca por prazer. No momento em que se vive o prazer, a sensação é agradável, porém depois aparece o resultado.
Viver situações que podem lever a vícios são escolhas pessoais, pois cada um tem a chance de entrar ou não. Assim como perder o auto-controle varia de pessoas para pessoa.
A sociedade influencia o vício. A falta de orientação dos pais e da escola, influência de amigos, o estresse do dia a dia, frustrações, são alguns motivos que podem levar à dependência.
O cigarro é um exemplo disto. É prejudicial à saúde (causa fraqueza, doneças, perda de apetite), inclusive deu quem não fuma.
Recentemente foi aprovada uma lei que proíbe cigarro em lugares fechados. Com isso, os não fumantes tem seus direitos e espaços respeitados.
No CAPS Integração é difícil cumprir a lei, porque às vezes os usuários estão em crise, ou desorganizados, ou ansiosos, e não conseguem se controlar. Mesmo assim, foi discutida a criação de um espaço para fumantes.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Despedida da Alexandra do CAPS Integração
"Alexandra era psicóloga do Caps Integração, excelente funcionária, não faltava, tinha bons antecedentes, excelente amiga nas horas de amargura.
Beijos e abraços não são suficientes para demonstrar o que sentimos por ela.
Desejamos boa sorte no novo emprego e que seu ambiente de trabalho seja muito compensador.
Alexandra: nós te amamos!"
Grupo de Jornal do CAPS Integração
"Alexandra: desejo-lhe boa sorte no seu trabalho durante todo o expediente e espero que o trabalho seja compensativo
De Geraldo Roberto Gomes
Com respeito
Boa Sorte"
Segue abaixo a carta de despedida escrita por Alexandra:
Caminhos...
"A VIDA nos leva por caminhos, os quais não sabemos onde vão nos levar, somente de onde saem. O meu, depois de alguns desvios, altos, baixos e tropeços, sai deste CAPS, rumo ao desconhecido...
Saindo a partir de vários encontros, com a contribuição e participação de muita gente, de cada usuário e profissional que por aqui passou, ou aqui está, como um leito de rio que se une a vários afluentes, que fortalecem seu leito “alimentando”, transformando, constantemente...
Caminhos difíceis, pesados, longos, com pequenos passos, observando e compartilhando pequenas conquistas de nossos usuários, caminhos estes às vezes doloridos, dentro da alma, dores e sucessos compartilhados, caminhos que se tornaram mais leves quando junto de cada um de vocês, de todos vocês...
Escolhas difíceis, esta foi e está sendo difícil, não só pelo desafio que vem à frente, mas também pelos afetos e laços envolvidos... Laços de amor... Que estarão comigo dentro de mim...
Formando agora uma grande rede (interna) onde a gente pode se aconchegar, e olhar para o céu...
Conquistas, escolhas doloridas, caminhos que não terminam aqui, ainda há muito a se aprender e fazer... Saudades, do dia a dia, que mistura dor e alegria...
Saudades de cada rosto de cada jeito, expressão, olhares e falas...
E que falas...
Beijos, com carinho"
XÃ.
Beijos e abraços não são suficientes para demonstrar o que sentimos por ela.
Desejamos boa sorte no novo emprego e que seu ambiente de trabalho seja muito compensador.
Alexandra: nós te amamos!"
Grupo de Jornal do CAPS Integração
"Alexandra: desejo-lhe boa sorte no seu trabalho durante todo o expediente e espero que o trabalho seja compensativo
De Geraldo Roberto Gomes
Com respeito
Boa Sorte"
Segue abaixo a carta de despedida escrita por Alexandra:
Caminhos...
"A VIDA nos leva por caminhos, os quais não sabemos onde vão nos levar, somente de onde saem. O meu, depois de alguns desvios, altos, baixos e tropeços, sai deste CAPS, rumo ao desconhecido...
Saindo a partir de vários encontros, com a contribuição e participação de muita gente, de cada usuário e profissional que por aqui passou, ou aqui está, como um leito de rio que se une a vários afluentes, que fortalecem seu leito “alimentando”, transformando, constantemente...
Caminhos difíceis, pesados, longos, com pequenos passos, observando e compartilhando pequenas conquistas de nossos usuários, caminhos estes às vezes doloridos, dentro da alma, dores e sucessos compartilhados, caminhos que se tornaram mais leves quando junto de cada um de vocês, de todos vocês...
Escolhas difíceis, esta foi e está sendo difícil, não só pelo desafio que vem à frente, mas também pelos afetos e laços envolvidos... Laços de amor... Que estarão comigo dentro de mim...
Formando agora uma grande rede (interna) onde a gente pode se aconchegar, e olhar para o céu...
Conquistas, escolhas doloridas, caminhos que não terminam aqui, ainda há muito a se aprender e fazer... Saudades, do dia a dia, que mistura dor e alegria...
Saudades de cada rosto de cada jeito, expressão, olhares e falas...
E que falas...
Beijos, com carinho"
XÃ.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Eleição do Conselho Local do CAPS Integração
O Conselho do Caps tem como meta discutir, reivindicar e encaminhar problemas relacionados aos usuários e problemas estruturais.
Ele e formado por 4 titulares e 4 suplentes, o que inclui funcionários, familiares e pacientes.
Os problemas são discutidos em reuniões e levados para o distrito e, do distrito, para o conselho Municipal.
A eleição dos familiares e usuários do conselho será realizada no dia 13 de Novembro às 09 horas, na assembléia do CAPS INTEGRAÇÃO (Rua José Rosolen, 677- Jardim Londres. Telefone: 32278855), onde ocorrerão as inscrições, apresentação e escolha dos candidatos.
Ele e formado por 4 titulares e 4 suplentes, o que inclui funcionários, familiares e pacientes.
Os problemas são discutidos em reuniões e levados para o distrito e, do distrito, para o conselho Municipal.
A eleição dos familiares e usuários do conselho será realizada no dia 13 de Novembro às 09 horas, na assembléia do CAPS INTEGRAÇÃO (Rua José Rosolen, 677- Jardim Londres. Telefone: 32278855), onde ocorrerão as inscrições, apresentação e escolha dos candidatos.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Discriminação no Trabalho
Refletimos a respeito da dificuldade das pessoas com transtorno mental serem inseridas no mercado de trabalho.
O fato de estar em tratamento na saúde mental muitas vezes gera preconceito e exclusão no trabalho.
Há leis que auxiliam os deficientes físicos e mentais a se inserirem no mercado, no entanto para os portadores de transtorno mental não há leis nem cotas de vagas nas empresas.
O transtorno mental traz dificuldades no dia a dia do trabalho. Há limitações e efeitos colaterais decorrentes do uso da medicação. Apesar deste contexto há muitos potenciais e capacidades que podem ser explorados e usados, sendo o trabalho adaptado para os limites e potenciais de cada pessoa.
O fato de não conseguir produzir com a mesma velocidade e quantidade de outras pessoas muitas vezes gera exclusão ou diminuição da renda.
Sabemos que há problemas de relacionamento entre funcionários em qualquer trabalho, mas muitas vezes quem possui o transtorno mental acaba sendo responsabilizado ou rejeitado.
As dificuldades vivenciadas no trabalho em alguns casos geram afastamento ou demissão. No caso de necessitar do afastamento muitas vezes o paciente é humilhado e não há entendimento da dificuldade e limites do paciente naquele momento já que o médico perito não é o mesmo que acompanha o paciente no dia a dia e no seu tratamento.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Encontro do Caps Ad Independência e Caps Integração
A partir da divulgação do BLOG do Jornal Comunicativo do Caps Integração houve uma aproximação entre o Caps Ad Independência e o Caps Integração pois os dois serviços desenvolvem oficinas de jornal.
A partir do dispositivo da oficina iniciou-se encontros esporádicos para troca de informações e experiências.
As oficinas funcionam de maneira diferente mas há diversos aspectos que nos aproximam. Os temas escolhidos e discutidos nas oficinas são escolhidos pelo próprio grupo e tem a ver com as vivências de cada um.
No Caps Ad Independência a oficina tem um caráter informativo a respeito das questões do cotidiano e no Caps Integração há criação de textos após discussões coletivas dos temas escolhidos.
A divulgação do jornal busca aproximar a população e a comunidade e diminuir o preconceito existente.
Outro fato comum vivenciado pelos dois serviços é o preconceito com usuário devido a imagem que a sociedade tem do usuário da saúde mental e dos usuários de álcool e drogas.
O Caps Ad, assim como o Caps Integração, é um serviço dos SUS. Atende tanto pacientes encaminhados quanto demanda espontânea. O Caps Ad propõe tratamento para usuários de álcool e drogas tanto na perspectiva da abstinência, quanto da redução de danos. É um serviço territorial e trabalha com a reinserção social.
O tratamento é voluntário, ou seja, há livre arbítrio para decidir tratar-se ou não. Há flexibilidade quanto ao modo de tratamento, que é discutido com o paciente e não há imposição.
O Caps Ad Independência localiza-se na Rua Álvares do Banho, 979 - Jd. do Trevo e funciona de Segunda-feira à Sexta-feira, das 8 as 17hs.
Quando necessário há parceria com outros serviços (Pronto Socorro, leito noite no Nadeq, Samu).
A partir do dispositivo da oficina iniciou-se encontros esporádicos para troca de informações e experiências.
As oficinas funcionam de maneira diferente mas há diversos aspectos que nos aproximam. Os temas escolhidos e discutidos nas oficinas são escolhidos pelo próprio grupo e tem a ver com as vivências de cada um.
No Caps Ad Independência a oficina tem um caráter informativo a respeito das questões do cotidiano e no Caps Integração há criação de textos após discussões coletivas dos temas escolhidos.
A divulgação do jornal busca aproximar a população e a comunidade e diminuir o preconceito existente.
Outro fato comum vivenciado pelos dois serviços é o preconceito com usuário devido a imagem que a sociedade tem do usuário da saúde mental e dos usuários de álcool e drogas.
O Caps Ad, assim como o Caps Integração, é um serviço dos SUS. Atende tanto pacientes encaminhados quanto demanda espontânea. O Caps Ad propõe tratamento para usuários de álcool e drogas tanto na perspectiva da abstinência, quanto da redução de danos. É um serviço territorial e trabalha com a reinserção social.
O tratamento é voluntário, ou seja, há livre arbítrio para decidir tratar-se ou não. Há flexibilidade quanto ao modo de tratamento, que é discutido com o paciente e não há imposição.
O Caps Ad Independência localiza-se na Rua Álvares do Banho, 979 - Jd. do Trevo e funciona de Segunda-feira à Sexta-feira, das 8 as 17hs.
Quando necessário há parceria com outros serviços (Pronto Socorro, leito noite no Nadeq, Samu).
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Casa das Oficinas: uma idéia que deu certo.
A Casa das Oficinas é um projeto de geração de renda localizado na região noroeste de Campinas – SP.Funciona numa casa alugada pela Prefeitura e é aberta a comunidade. Atualmente conta com 07 funcionários e cerca de 67 usuários.
Visitamos a casa e constatamos junto à Iza (artista plástica coordenadora da Oficina de Transformação e Cheiro de Arte) e William, Roberta (participantes da oficina) que o trabalho pode gerar renda e preparar para o retorno ao mercado, ao mesmo tempo em que pode ser terapêutico por ajudar na organização de cada um e a buscar o bem estar diário e realizar sonhos.
Entrevista com Iza:
1- Como surgiu a Casa das Oficinas?
Surgiu há 5 anos (março de 2004), da junção de dois serviços (CAPS Integração e Centro de Saúde Integração) junto com as oficinas unificadas com grupos que faziam oficinas de mosaico, tecido, linhas e bijouterias e vendiam os produtos nas feiras de Centro de Convivência, eventos e outros. Com auxílio do distrito de saúde noroeste, conseguiu-se efetivar o serviço de geração de renda na região, com o aluguel da casa e com a contratação de recursos humanos
Surgiu há 5 anos (março de 2004), da junção de dois serviços (CAPS Integração e Centro de Saúde Integração) junto com as oficinas unificadas com grupos que faziam oficinas de mosaico, tecido, linhas e bijouterias e vendiam os produtos nas feiras de Centro de Convivência, eventos e outros. Com auxílio do distrito de saúde noroeste, conseguiu-se efetivar o serviço de geração de renda na região, com o aluguel da casa e com a contratação de recursos humanos
2- Quem é o responsável técnico e administrativo? De onde vem os recursos?
Responsável é a Andréa (TO).
Os recursos vem da Prefeitura, pelo convênio com o Cândido Ferreira. Tanto recursos humanos quanto materiais. Além disso, uma porcentagem dos recursos é da venda dos produtos.
Responsável é a Andréa (TO).
Os recursos vem da Prefeitura, pelo convênio com o Cândido Ferreira. Tanto recursos humanos quanto materiais. Além disso, uma porcentagem dos recursos é da venda dos produtos.
3- Quem pode participar da Casa das Oficinas? É somente para pacientes da saúde mental ou há participação da comunidade?
Pessoas encaminhadas pelos Centros de Saúde, pelo CAPS, pessoas que moram na região ou que vem a partir da divulgação dos próprios frequentadores da Casa.
Qualquer pessoa que necessite de um projeto de geração de renda e que tenha condições e de conviver com outras pessoas
4- Quais são as atividades e horários de funcionamento?
Diariamente, de segunda-feira a sexta-feira, daas 8h às 17h.
As oficinas que acontecem são:
· Cheiro de Arte: terça-feira e quarta-feira de manhã (8:30h às 11:30h)
São produzidos sabonetes, velas, sais de banho, sabonete líquido e sachês.
· Transformação: segunda-feira e quinta-feira, das 8:30h às 11:30h
quarta-feira e sexta-feira, das 13:30h às 16:30m
São feitas bonecas a partir de jornal e grude, e decopagem com tintas em figuras na madeira pintada.
· Culinária: Sabor da Vida
Segunda-feira a sexta-feira pela manhã, das 8:30h as 12h e das 13h às 17h
· Cacos e trecos: quarta-feira e sexta-feira pela manhã, e as vezes à tarde
São produzidos objetos com a técnica do mosaico.
· Harmonia: segunda-feira a quinta-feira, pelaq manhã e à tarde.
São feitas bijouterias, bolsas, boneca artesanal.
Para participar de uma delas, é necessário marcar um dia para fazer o cadastro (toda sexta-feira) pela manhã. No final do cadastro a pessoa escolhe a oficina de interesse e assim que tiver vaga a pessoa é chamada.
5- Qual a finalidade das atividades para o paciente?
O objetivo principal não é terapeutico, é de reinserção no mundo do trabalho. Mas, muitas vezes, acaba sendo também terapeutico.
Quando a pessoa vem para cá a gente acredita que a pessoa pode inserir-se no mercado de trabalho, fazer parte do mundo economicamente ativo, recuperar a dignidade, sentir-se capaz. Podemos ajudar a pessoa a descobrir os talentos dela e valorizar a pessoa dela.
6- Como é a remuneração das pessoas que trabalham na Casa das Oficinas?
A remuneração dos funcionários é feita pela prefeitura e pelo Candido Ferreira.
Dos usuários, é feita a partir da venda de produtos. Tudo que é vendido, o dinheiro vem para a Casa das Oficinas. Uma parte do dinheiro é tirada para a oficina, o restante é dividido por todos da oficina de acordo com o número de encontros da oficina e a frequencia de cada um nas oficinas.
7- Onde vocês vendem e divulgam os produtos da Casa?
Nos shoppings, feiras, congressos, no Armazém das Oficinas, seminários e encontros.
8- Como é o contrato de trabalho e as regras?
O usuário vem para cadastro às 6f, conhece o serviço, são colhidas informações sobre sua vida laboral, tratamentos de saúde e outros. Ele escolhe as oficinas e comunicamos tão logo tenha vaga. Com três faltas consecutivas, sem justificativa, a pessoa perde a vaga.
Quanto à equipe, a contratação só é possível mediante a autorização da prefeitura e deliberação de vaga. Hoje temos 2 vagas para monitor e 1 para vigia, no aguardo de liberação para contratação.
9- Caso o paciente entre em crise durante o trabalho, qual o procedimento dos profissionais?
Se a crise acontece aqui dentro, é solicitada ajuda e encaminhamos ao local de tratamento.
A vaga fica garantida e quando a pessoa volta às vezes é necessário que ela se readapte.
10- Qual a formação dos funcionários?
Temos 3 Terapeutas Ocupacionais (Andréa, Adriana e Cristiane), 1 psicólogo (Rodrigo), 1 educadora social (Isa), 1 Monitora (Cláudia).
Temos 3 Terapeutas Ocupacionais (Andréa, Adriana e Cristiane), 1 psicólogo (Rodrigo), 1 educadora social (Isa), 1 Monitora (Cláudia).
11- Qual a faixa etária aceita na Casa das Oficinas?
Não aceita crianças e adolescentes. Cada caso é discutido em equipe antes da inserção, depende do caso.
Entrevista com Willian
1- O que mudou na sua vida após iniciar o tratamento na casa das oficinas?Mudou bastante.
Aprendi a fazer mosaico, mandala. Comecei na Tainã, depois comecei a fazer mosaico.
Aprendi a fazer diversas coisas, tem diversos trabalhos...
Fiz amigos, conheci pessoas de fora.
Eu também fazia feirinha, mas paramos porque não tinha carro.
Aqui todo mundo ajuda todo mundo.
2- Melhorou sua convivência com os familiares?
Melhorou com meu irmão, com minha família.
As vezes brigava com meu pai, quando entrei aqui melhorei.
Quando faço as coisas aqui as pessoas ficam sabendo, vou na PUC fazer trabalho, tenho bastante encomenda, participo de palestras.
3- Há uma exigência de produção?
Tem bastante produção, lucro
A gente faz por encomenda, só saio de um serviço quando termino outros.
A gente recebe de acordo com nossa frequência, divide o lucro por todos de acordo com nossa frequência e a produção da oficina é dividida por todos.
4- Há indisciplina?
Aqui tem disciplina, se você tiver nervoso você conversa, descansa ou vai para casa.
Aqui não obriga ninguém, aqui você pode fazer do seu jeito.
5-Como é a convivência de vocês com as pessoas que fazem tratamento na Saúde Mental?
A gente conversa, brinca, ajuda a organizar.
A gente conversa, entende os problemas. Se precisar chamamos a Andréa e tentamos ajudar um ao outro.
6-Oferecem alimentação na casa das oficinas? Como você faz para se alimentar?
As vezes tem, as vezes eu trago de casa.
Tem café, pão, bolacha.
Quando eu trago a gente divide.
As vezes a gente compra da culinária.
A gente traz almoço de casa e esquenta no microondas.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
O amor
O amor está no ar
Está no brilho das estrelas
no canto dos pássaros
na luz do luar
Está no brilho do olhar
Em um lindo sorriso
no canto da sereia
Nas ondas do mar
Está em nosso coração
na tela do artista
no desabrochar de uma flor
numa linda canção
O amor enobrece
nos faz rir sem querer
Traz alegria e felicidade
também entristece
e nos faz sofrer.
Adilson Carlos de Freitas
Está no brilho das estrelas
no canto dos pássaros
na luz do luar
Está no brilho do olhar
Em um lindo sorriso
no canto da sereia
Nas ondas do mar
Está em nosso coração
na tela do artista
no desabrochar de uma flor
numa linda canção
O amor enobrece
nos faz rir sem querer
Traz alegria e felicidade
também entristece
e nos faz sofrer.
Adilson Carlos de Freitas
Sei
Sim, sei bem
que nunca será o meu bem
sei de sobra
que você me esnoba
sei, enfim
que nunca gostará de mim
sim, mas agora
tenho que tirar o corpo fora
sei, mais na frente
vou esquecer este amor ardente
então ficarei contente
a espera de um grande amor
que venha sem dor
Adilson Carlos de Freitas
que nunca será o meu bem
sei de sobra
que você me esnoba
sei, enfim
que nunca gostará de mim
sim, mas agora
tenho que tirar o corpo fora
sei, mais na frente
vou esquecer este amor ardente
então ficarei contente
a espera de um grande amor
que venha sem dor
Adilson Carlos de Freitas
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Arraiá no Cândido!
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Festa Junina no Tear das Artes
Convidamos todos a participar da festa junina que acontecerá no Tear das Artes (Rua Benedito Roberto Barbosa, nº11, Parque Universitário - próximo ao Terminal de ônibus Ouro Verde), no dia 19/06, a partir das 12:00h.
No dia acontecerão várias atividades festivas: barracas de comidas típicas, exposição de artesanato, brincadeiras, bingo e muita música!!!
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Esporte faz bem para o corpo e para a mente - 05/06/2009
O esporte é uma opção de vida para as pessoas. Por mais diferente que cada pessoa seja uma da outra, sempre no esporte é possível provar para o mundo e para ela mesma que há como vencer barreiras.
Como atividade que é praticada por todas as pessoas, também é muito potente para o tratamento de doenças e sofrimentos, inclusive na saúde mental.
Acreditamos que a prática esportiva traz vida e faz bem à saúde, tornando o corpo mais resistente à doenças. Durante a vida, atividades físicas ajudam no desenvolvimento da coordenação motora, no conhecimento de regras e na cooperação entre as pessoas.
Na saúde mental, o esporte ajuda a eliminar toxinas do corpo acumuladas pela medicação. O encontro da comunidade com os usuários diminui o preconceito, pois a alegria vivida no jogo é igual para todos.Durante as Olimpíadas de Casa branca, por exemplo, vimos algumas pessoas que tinham bastante dificuldade em jogar vôlei, mas mesmo assim participaram e provaram ter saúde e entendimento uns com os outros, além de união.
Durante um jogo, também em Casa Branca, usuários com bastantes dificuldades surpreenderam os próprios competidores e a torcida pela não desistência, provando que eram capazes de vencer barreiras e que as pessoas diferentes podem aproveitar a vida, cada uma a seu jeito.
Como atividade que é praticada por todas as pessoas, também é muito potente para o tratamento de doenças e sofrimentos, inclusive na saúde mental.
Acreditamos que a prática esportiva traz vida e faz bem à saúde, tornando o corpo mais resistente à doenças. Durante a vida, atividades físicas ajudam no desenvolvimento da coordenação motora, no conhecimento de regras e na cooperação entre as pessoas.
Na saúde mental, o esporte ajuda a eliminar toxinas do corpo acumuladas pela medicação. O encontro da comunidade com os usuários diminui o preconceito, pois a alegria vivida no jogo é igual para todos.Durante as Olimpíadas de Casa branca, por exemplo, vimos algumas pessoas que tinham bastante dificuldade em jogar vôlei, mas mesmo assim participaram e provaram ter saúde e entendimento uns com os outros, além de união.
Durante um jogo, também em Casa Branca, usuários com bastantes dificuldades surpreenderam os próprios competidores e a torcida pela não desistência, provando que eram capazes de vencer barreiras e que as pessoas diferentes podem aproveitar a vida, cada uma a seu jeito.
O barco

O Barco entra mar adentro
E o mar é sempre um desconhecido
Mas mesmo assim o barco vai
Levado pelo vento
Pelas ondas
Não importa se o barco tem que enfrentar tempestade
Se o mar está tempestuoso
Assim é o barco
As vezes à deriva
Outras vezes ele navega em águas tranqüilas
Pois o que seria do barco sem mar
O que seria se o barco tivesse medo do desconhecido
Se ele só ficasse na praia
Pois o barco só se sente capaz quando ele cumpre aquilo pra que
ele foi feito
Atravesar o mar
E cada vez que o barco volta do m ar
Ele fica na praia à observar o mar e a sentir saudade .
José Carlos Dias
E o mar é sempre um desconhecido
Mas mesmo assim o barco vai
Levado pelo vento
Pelas ondas
Não importa se o barco tem que enfrentar tempestade
Se o mar está tempestuoso
Assim é o barco
As vezes à deriva
Outras vezes ele navega em águas tranqüilas
Pois o que seria do barco sem mar
O que seria se o barco tivesse medo do desconhecido
Se ele só ficasse na praia
Pois o barco só se sente capaz quando ele cumpre aquilo pra que
ele foi feito
Atravesar o mar
E cada vez que o barco volta do m ar
Ele fica na praia à observar o mar e a sentir saudade .
José Carlos Dias
Voar
Subir em um a montanha e lá de cima voar.
Não ter medo do precipício
Voar...
Pegar uma corrente de ar e flutuar...
Voar como um pássaro
Sentir a liberdade
Experimentar sensações novas
Voar para o infinito
E olhar tudo de longe
Deixar-se levar
Para outro lugar
Ir além do horizonte
E depois de tudo pousar em terra firme
Voltar a realidade
Eterno ser
Capacidade de viver
Esquecendo as dificuldades
Sabendo que sempre seremos capazes de voar
Mesmo que não subamos em montanhas nenhuma
Mesmo que não tenhamos asas
E que só voemos em nossas mentes.
José Carlos Dias
Não ter medo do precipício
Voar...
Pegar uma corrente de ar e flutuar...
Voar como um pássaro
Sentir a liberdade
Experimentar sensações novas
Voar para o infinito
E olhar tudo de longe
Deixar-se levar
Para outro lugar
Ir além do horizonte
E depois de tudo pousar em terra firme
Voltar a realidade
Eterno ser
Capacidade de viver
Esquecendo as dificuldades
Sabendo que sempre seremos capazes de voar
Mesmo que não subamos em montanhas nenhuma
Mesmo que não tenhamos asas
E que só voemos em nossas mentes.
José Carlos Dias
O ninho de beija-flor
Um ninho de beija-flor
Feito com arte e primor
Encontrei no galho mais alto,
Da minha roseira em flor.
Entre as folhas encoberto
Ninguém sabe que ele existe
É preciso olhar bem de perto
Pra que a gente o aviste .
E lá no fundo somente três ovitos
E nada mais
O ninho tão fofo e quente
E os três ovos tão iguais...
Wayne
Feito com arte e primor
Encontrei no galho mais alto,
Da minha roseira em flor.
Entre as folhas encoberto
Ninguém sabe que ele existe
É preciso olhar bem de perto
Pra que a gente o aviste .
E lá no fundo somente três ovitos
E nada mais
O ninho tão fofo e quente
E os três ovos tão iguais...
Wayne
A sociedade e seus conflitos
No nosso cotidiano houve várias transformações e
religiões em nosso país.
Na sociedade em que vivemos tem
muitos preconceitos e conflitos, basta pensar e refletir um
pouco. Se mudamos mínimas coisas e educamos nossos
filhos na maneira do possível e houver diálogo, aí tudo
muda.
Mas nos dias de hoje não é bem assim . Entre
Exceções, alguns estão mergulhados na ignorância e na
ambição, sem falar no materialismo. Muitos jovens
desandam várias moças que engravidam , alguns se
revoltam , outros se suicidam .
Culpa de quem ?
Dos políticos corruptos, da conversa pra boi
dormir, da influência e do dinheiro.
Na verdade, o capital que manda. Isso é um
absurdo!
Onde esta o amor?
Ai é que está. O amor está a nossa volta.
Só é preciso encontrar.
Lê Ferreira
religiões em nosso país.
Na sociedade em que vivemos tem
muitos preconceitos e conflitos, basta pensar e refletir um
pouco. Se mudamos mínimas coisas e educamos nossos
filhos na maneira do possível e houver diálogo, aí tudo
muda.
Mas nos dias de hoje não é bem assim . Entre
Exceções, alguns estão mergulhados na ignorância e na
ambição, sem falar no materialismo. Muitos jovens
desandam várias moças que engravidam , alguns se
revoltam , outros se suicidam .
Culpa de quem ?
Dos políticos corruptos, da conversa pra boi
dormir, da influência e do dinheiro.
Na verdade, o capital que manda. Isso é um
absurdo!
Onde esta o amor?
Ai é que está. O amor está a nossa volta.
Só é preciso encontrar.
Lê Ferreira
CAPS: sua trajetória
Em 1992 foi inaugurado na região noroeste de Campinas o CAPS Integração,
com o objetivo de tratar os usuários da saúde mental, o que antes era feito
principalmente em hospitais psiquiátricos.
Contando com número reduzido de funcionários e usuários, o CAPS
funcionava em uma casa pequena com pouca infra-estrutura (goteiras, falta de
espaço, poucos banheiros), longe da Avenida John Boyd Dunlop. Tal distanciamento
proporcionava maior tranqüilidade e segurança aos usuários.
O funcionamento do serviço dava-se apenas durante a semana e durante o dia,
o que dificultava o tratamento de crises. Dentre as atividades oferecidas, existiam o
ateliê, atendimentos individuais e de grupo, saúde beleza.
Com o aumento do número de usuários e a proposta de cuidado à crise e à
saúde mental nos 7 dias da semana, por 24h , o CAPS mudou de localização, passando
a atender na rua José Rosolen, 677. A partir disto, aumentou o número de
profissionais e a capacidade de atendimento e quantidade de
atividades, inclusive abertas às pessoas da comunidade , como este jornal.
Porém , visto que a atual residência deveria ser temporária até a construção de
uma sede adequada, alguns problemas continuam : falta de infra-estrutura e
proximidade da Av. John Boyd, principalmente .
A sede adequada do CAPS começou a ser construída há cerca de 5 anos, em
frente a Praça dos Trabalhadores, porém foi abandonada. Lá as condições de
atendimento, espaço e cuidado seriam melhores.
Devido a esta importância fundamental da entrega da obra, os Conselhos
Local e Municipal de Saúde e usuários e profissionais do CAPS reivindicaram o término da construção.
Para simbolizar a luta, no final de 2007 foi realizada um a manifestação de
abraço coletivo da obra, da qual participaram o CAPS, PROGEN, Casa das Oficinas,
Conselhos e comunidade . A obra foi retomada, porém de forma muito lenta. A
promessa é que a nova casa esteja pronta no segundo semestre deste ano.
O Conselho de Saúde e o CAPS, incluindo este jornal, continuarão atentos à
fiscalização da obra.
Grupo de Jornal
com o objetivo de tratar os usuários da saúde mental, o que antes era feito
principalmente em hospitais psiquiátricos.
Contando com número reduzido de funcionários e usuários, o CAPS
funcionava em uma casa pequena com pouca infra-estrutura (goteiras, falta de
espaço, poucos banheiros), longe da Avenida John Boyd Dunlop. Tal distanciamento
proporcionava maior tranqüilidade e segurança aos usuários.
O funcionamento do serviço dava-se apenas durante a semana e durante o dia,
o que dificultava o tratamento de crises. Dentre as atividades oferecidas, existiam o
ateliê, atendimentos individuais e de grupo, saúde beleza.
Com o aumento do número de usuários e a proposta de cuidado à crise e à
saúde mental nos 7 dias da semana, por 24h , o CAPS mudou de localização, passando
a atender na rua José Rosolen, 677. A partir disto, aumentou o número de
profissionais e a capacidade de atendimento e quantidade de
atividades, inclusive abertas às pessoas da comunidade , como este jornal.
Porém , visto que a atual residência deveria ser temporária até a construção de
uma sede adequada, alguns problemas continuam : falta de infra-estrutura e
proximidade da Av. John Boyd, principalmente .
A sede adequada do CAPS começou a ser construída há cerca de 5 anos, em
frente a Praça dos Trabalhadores, porém foi abandonada. Lá as condições de
atendimento, espaço e cuidado seriam melhores.
Devido a esta importância fundamental da entrega da obra, os Conselhos
Local e Municipal de Saúde e usuários e profissionais do CAPS reivindicaram o término da construção.
Para simbolizar a luta, no final de 2007 foi realizada um a manifestação de
abraço coletivo da obra, da qual participaram o CAPS, PROGEN, Casa das Oficinas,
Conselhos e comunidade . A obra foi retomada, porém de forma muito lenta. A
promessa é que a nova casa esteja pronta no segundo semestre deste ano.
O Conselho de Saúde e o CAPS, incluindo este jornal, continuarão atentos à
fiscalização da obra.
Grupo de Jornal
Ainda não é o fim
Nada acabou
São apenas pedaços de um todo chamado vida
Vida que ainda não é perfeita
Porque erramos
Ou não lutamos com o tinha que lutar
Ainda não é o fim
Temos muito tempo
Talvez andamos mergulhados na incerteza
Dificuldade
Que chegamos a acreditar que não teremos outra chance
Que tudo se perdeu
Mas enquanto houver vida
Enquanto respirar
Sempre seremos tomados por surpresas
Coisas novas
Novo viver
Ainda existe muito o que fazer
Ainda não fomos levados a todos os lugares
Há muitos sentimentos para aflorar nosso coração.
José Carlos Dias
São apenas pedaços de um todo chamado vida
Vida que ainda não é perfeita
Porque erramos
Ou não lutamos com o tinha que lutar
Ainda não é o fim
Temos muito tempo
Talvez andamos mergulhados na incerteza
Dificuldade
Que chegamos a acreditar que não teremos outra chance
Que tudo se perdeu
Mas enquanto houver vida
Enquanto respirar
Sempre seremos tomados por surpresas
Coisas novas
Novo viver
Ainda existe muito o que fazer
Ainda não fomos levados a todos os lugares
Há muitos sentimentos para aflorar nosso coração.
José Carlos Dias
quarta-feira, 3 de junho de 2009
CAPS Integração e Centro de Referência em DST/AIDS fazem parceria
A equipe de vôlei surgiu no CAPS Integração há cerca de um ano, quando ocorreu em Botucatu a primeira Olimpíada de Serviços de Saúde Mental e Comunitários, ficando em 3º lugar.
Desde então o grupo reúne -se todas as quartas, às 10h , na Praça dos Trabalhadores para a prática da atividade .
Segundo Davi, auxiliar de enfermagem e um dos coordenadores do projeto, a oficina é aberta a toda comunidade e tem como objetivo proporcionar atividade física, o que favorece a coordenação motora, o cuidado com o corpo, além da interação das pessoas.
Do outro lado da cidade , no Centro de Referência em DST/AIDS, a oficina já existe há m ais de três anos. Atualmente participam cerca de 25 pessoas e os treinos ocorrem um a vez por semana no Parque Ecológico. Nacle Nabak , coordenador do projeto, diz que o time é formado por usuários daquele serviço e funcionários, que participam de diversos torneios em Campinas e outras cidades.
No final do ano passado, em 14/11/2008, no Parque do Taquaral, ocorre um dos torneios. O Centro de Referência em DST/AIDS venceu o CAPS Integração no final. Também participaram do evento a UNICAM P e autoridades da área da saúde . O último campeonato ocorreu em 19 /05/2008, em Casa Branca, nas Olímpiadas para Serviços de saúde mental e comunitários. Novamente o Centro de Referência em DST/AIDS venceu o CAPS no final.
As disputas pelos títulos deu-se de forma amistosa, já que os dois serviços tem promovido trocas de experiências e tem se aproximado cada vez mais. Esta proximidade deve -se , entre outras coisas, a desafios comuns enfrentados por estes usuários, com o preconceito.
Sabemos que o preconceito, de forma geral, faz parte da sociedade e das pessoas, em diferentes intensidades e situações. Muitas vezes isto ocorre por existir um a opinião formada antes de conhecer o próximo. Seja o usuário do CAPS, muitas vezes considerado louco perigoso e incapaz; seja usuário do DST/AIDS, que não tem respeitados seus direitos e em alguns casos sua opção sexual, todos enfrentam questões relacionadas ao preconceito cotidianamente .
Para lidar com tais situações acreditamos ser necessária uma reflexão sobre o modo de pensar das pessoas, sejam elas diferente s ou não. Podemos aprender e conviver com o diferente, enxergar além das aparências e das expressões iniciais.
Desde então o grupo reúne -se todas as quartas, às 10h , na Praça dos Trabalhadores para a prática da atividade .
Segundo Davi, auxiliar de enfermagem e um dos coordenadores do projeto, a oficina é aberta a toda comunidade e tem como objetivo proporcionar atividade física, o que favorece a coordenação motora, o cuidado com o corpo, além da interação das pessoas.
Do outro lado da cidade , no Centro de Referência em DST/AIDS, a oficina já existe há m ais de três anos. Atualmente participam cerca de 25 pessoas e os treinos ocorrem um a vez por semana no Parque Ecológico. Nacle Nabak , coordenador do projeto, diz que o time é formado por usuários daquele serviço e funcionários, que participam de diversos torneios em Campinas e outras cidades.
No final do ano passado, em 14/11/2008, no Parque do Taquaral, ocorre um dos torneios. O Centro de Referência em DST/AIDS venceu o CAPS Integração no final. Também participaram do evento a UNICAM P e autoridades da área da saúde . O último campeonato ocorreu em 19 /05/2008, em Casa Branca, nas Olímpiadas para Serviços de saúde mental e comunitários. Novamente o Centro de Referência em DST/AIDS venceu o CAPS no final.
As disputas pelos títulos deu-se de forma amistosa, já que os dois serviços tem promovido trocas de experiências e tem se aproximado cada vez mais. Esta proximidade deve -se , entre outras coisas, a desafios comuns enfrentados por estes usuários, com o preconceito.
Sabemos que o preconceito, de forma geral, faz parte da sociedade e das pessoas, em diferentes intensidades e situações. Muitas vezes isto ocorre por existir um a opinião formada antes de conhecer o próximo. Seja o usuário do CAPS, muitas vezes considerado louco perigoso e incapaz; seja usuário do DST/AIDS, que não tem respeitados seus direitos e em alguns casos sua opção sexual, todos enfrentam questões relacionadas ao preconceito cotidianamente .
Para lidar com tais situações acreditamos ser necessária uma reflexão sobre o modo de pensar das pessoas, sejam elas diferente s ou não. Podemos aprender e conviver com o diferente, enxergar além das aparências e das expressões iniciais.
Esclarecimentos a respeito da troca do CAPS Integração - texto escrito em meados de 2008
Nós como integrantes do jornal Comunicativo queremos expressar nossa discordância da forma como foi feita a retirada da coordenadora do CAPS Integração, Luciana Togni.
Acompanhamos o trabalho de Luciana e temos uma boa avaliação de seu trabalho, que sempre foi desenvolvido com muita competência, atenção e cuidado com usuários, trabalhadores e familiares. Houve muita proximidade entre usuários e coordenação durante a gestão de Luciana, já que ela tinha um cuidado especial com os pacientes, mesmo este não sendo o papel principal da gestão.
Fomos pegos de surpresa com a notícia da retirada de Luciana da coordenação, já que o Distrito Noroeste não comunicou sua decisão com antecedência nem a usuários nem a trabalhadores, causando grande prejuízo no andamento do CAPS. Não houve tempo para nos prepararmos e para nos despedirmos de Luciana, o
que causa grande revolta nos usuários e familiares.
A saída da coordenadora foi decidida de forma arbitrária, já que não foi discutido nem com o Conselho Local nem com o Conselho Municipal.
Depois da saída de Luciana tal assunto foi discutido em assembléia (que acontece toda sexta feira com usuários, trabalhadores e familiares) e foi pedido para que o Distrito viesse esclarecer o motivo da saída dela. O que notamos na fala de representantes do Distrito em resposta ao questionamento dos usuários foi que Luciana estava com problemas na relação de confiança com o Distrito devido a falta de comunicação.
Notamos que o Distrito não levou em conta, no momento de sua decisão, todo o trabalho desenvolvido por Luciana e as relações construídas com usuários, funcionários e familiares. E apesar da decisão ter sido tomada pela equipe do Distrito estes sempre se mantiveram afastados do cotidiano do CAPS, não participando do dia a dia do trabalho.
Em busca de esclarecimentos o jornal Comunicativo entrevistou o coordenador do Distrito de Saúde Noroeste , Rubem Borges Fialho Junior. Rubem alegou que a relação do CAPS Integração com o Distrito estava diferente da relação do Distrito com as outras Unidades de saúde , o que , segundo ele , resultou na
retirada da coordenação após algum as tentativas de aproximação. Reconheceu que toda relação é um a via de mão dupla e referiu também que o trabalho de Luciana era bem avaliado por usuários e trabalhadores. No entanto, afirmou que tal decisão se deu somente pela relação ruim com o Distrito.
Nós, do jornal Comunicativo e também cidadãos e usuários do SUS, acreditamos e trazemos como proposta que as decisões e avaliações de todos os serviços públicos de saúde devem contar com a participação dos que freqüentam estes serviços, pois isso possibilita a democracia e que a opinião do usuário do serviço seja valorizada, já que este é o foco e o motivo do trabalho.
Apesar das dificuldades que as pessoas que freqüentam os serviços de saúde mental têm eles são capazes de avaliar o trabalho, já que o serviço é voltado para seu bem -estar.
Nossa proposta é que as decisões, seleções e avaliações sejam sempre compartilhadas entre quem presta e quem usufrui do serviço (nos espaços de assembléia, conselho, reuniões) pois não faz sentido que somente um a parte tome decisões que afetam a todos.
Agradecimento e homenagem:
Como integrantes do jornal e representantes de alguma maneira dos usuários queremos agradecer o empenho, trabalho, dedicação, cuidado e confiança que Luciana teve com todos os usuários e familiares durante sua gestão no CAPS Integração.
Não houve oportunidade para despedida, mas queremos que Luciana saiba que de todas as vivências que tivemos com ela ficou algo de positivo.
Acompanhamos o trabalho de Luciana e temos uma boa avaliação de seu trabalho, que sempre foi desenvolvido com muita competência, atenção e cuidado com usuários, trabalhadores e familiares. Houve muita proximidade entre usuários e coordenação durante a gestão de Luciana, já que ela tinha um cuidado especial com os pacientes, mesmo este não sendo o papel principal da gestão.
Fomos pegos de surpresa com a notícia da retirada de Luciana da coordenação, já que o Distrito Noroeste não comunicou sua decisão com antecedência nem a usuários nem a trabalhadores, causando grande prejuízo no andamento do CAPS. Não houve tempo para nos prepararmos e para nos despedirmos de Luciana, o
que causa grande revolta nos usuários e familiares.
A saída da coordenadora foi decidida de forma arbitrária, já que não foi discutido nem com o Conselho Local nem com o Conselho Municipal.
Depois da saída de Luciana tal assunto foi discutido em assembléia (que acontece toda sexta feira com usuários, trabalhadores e familiares) e foi pedido para que o Distrito viesse esclarecer o motivo da saída dela. O que notamos na fala de representantes do Distrito em resposta ao questionamento dos usuários foi que Luciana estava com problemas na relação de confiança com o Distrito devido a falta de comunicação.
Notamos que o Distrito não levou em conta, no momento de sua decisão, todo o trabalho desenvolvido por Luciana e as relações construídas com usuários, funcionários e familiares. E apesar da decisão ter sido tomada pela equipe do Distrito estes sempre se mantiveram afastados do cotidiano do CAPS, não participando do dia a dia do trabalho.
Em busca de esclarecimentos o jornal Comunicativo entrevistou o coordenador do Distrito de Saúde Noroeste , Rubem Borges Fialho Junior. Rubem alegou que a relação do CAPS Integração com o Distrito estava diferente da relação do Distrito com as outras Unidades de saúde , o que , segundo ele , resultou na
retirada da coordenação após algum as tentativas de aproximação. Reconheceu que toda relação é um a via de mão dupla e referiu também que o trabalho de Luciana era bem avaliado por usuários e trabalhadores. No entanto, afirmou que tal decisão se deu somente pela relação ruim com o Distrito.
Nós, do jornal Comunicativo e também cidadãos e usuários do SUS, acreditamos e trazemos como proposta que as decisões e avaliações de todos os serviços públicos de saúde devem contar com a participação dos que freqüentam estes serviços, pois isso possibilita a democracia e que a opinião do usuário do serviço seja valorizada, já que este é o foco e o motivo do trabalho.
Apesar das dificuldades que as pessoas que freqüentam os serviços de saúde mental têm eles são capazes de avaliar o trabalho, já que o serviço é voltado para seu bem -estar.
Nossa proposta é que as decisões, seleções e avaliações sejam sempre compartilhadas entre quem presta e quem usufrui do serviço (nos espaços de assembléia, conselho, reuniões) pois não faz sentido que somente um a parte tome decisões que afetam a todos.
Agradecimento e homenagem:
Como integrantes do jornal e representantes de alguma maneira dos usuários queremos agradecer o empenho, trabalho, dedicação, cuidado e confiança que Luciana teve com todos os usuários e familiares durante sua gestão no CAPS Integração.
Não houve oportunidade para despedida, mas queremos que Luciana saiba que de todas as vivências que tivemos com ela ficou algo de positivo.
Trânsito: um percurso na contramão.
O que vem ocorrendo com o trânsito de veículos motorizados? Será que o trânsito comporta um aumento da frota de veículos existentes hoje em dia?Como o motorista tem se comportado em relação aos outros cidadãos? Tem havido companheirismo e solidariedade no trânsito?
Os motoristas andam quase sempre sem paciência para lidar com o trânsito, nem sempre obedecendo as leis, tais como respeito à faixa de pedestres, placas de sinalização, semáforo e lombadas.
Os pedestres, por sua vez, não cumprem seus deveres. Muitas vezes por comodismo ou por desconhecimento dos
riscos, aventuram-se ao atravessar as ruas em meio ao caótico trânsito.
De um a forma geral, as pessoas andam estressadas com tudo que as cercam e com problemas pessoais e do
cotidiano. Esta sensação reflete -se no trânsito com o um todo, sendo que levam tais problemas e dificuldades para trás do
volante .
Quem vai dirigir após um a discussão com familiares ou desentendimento no trabalho, parece estar mais propenso a explodir, seja por desrespeito as leis ou por impaciência e ofensas.
Outra questão que merece espaço é a mistura muitas vezes letal entre direção e bebida alcóolica. A educação e informações acerca de tais riscos chegam aos motoristas, porém estes parecem não importar-se e reconhecer os perigos, reforçando a cultura e hábito de que a embriaguez não atrapalha o ato de dirigir.
Quanto ao álcool, fica a pergunta: será que se a lei fosse mais rigorosa com os motoristas que dirigem bêbados os acidentes diminuiriam ?
Os pedestres que dependem do transporte coletivo são obrigados a enfrentar ônibus lotados, atrasos, alto valor da passagem, causando desconforto. A falta de alternativas no transporte campineiro (como trens, metrô, trolibus, rodízio de carro) aumenta o número de veículos nas ruas, o que deve -se também a comodidade e busca de status social proporcionados por um carro.
O que temos notado, portanto, é a falta de coletividade . Se todos os motoristas e pedestres circulassem pensando no outro e não somente em si, o trânsito fluiria melhor. Se os governantes estivessem atentos ao problema, as dificuldades seriam menores.
Fica a pergunta: o que fazer para o trânsito sair da contramão?
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