O que vem ocorrendo com o trânsito de veículos motorizados? Será que o trânsito comporta um aumento da frota de veículos existentes hoje em dia?Como o motorista tem se comportado em relação aos outros cidadãos? Tem havido companheirismo e solidariedade no trânsito?
Os motoristas andam quase sempre sem paciência para lidar com o trânsito, nem sempre obedecendo as leis, tais como respeito à faixa de pedestres, placas de sinalização, semáforo e lombadas.
Os pedestres, por sua vez, não cumprem seus deveres. Muitas vezes por comodismo ou por desconhecimento dos
riscos, aventuram-se ao atravessar as ruas em meio ao caótico trânsito.
De um a forma geral, as pessoas andam estressadas com tudo que as cercam e com problemas pessoais e do
cotidiano. Esta sensação reflete -se no trânsito com o um todo, sendo que levam tais problemas e dificuldades para trás do
volante .
Quem vai dirigir após um a discussão com familiares ou desentendimento no trabalho, parece estar mais propenso a explodir, seja por desrespeito as leis ou por impaciência e ofensas.
Outra questão que merece espaço é a mistura muitas vezes letal entre direção e bebida alcóolica. A educação e informações acerca de tais riscos chegam aos motoristas, porém estes parecem não importar-se e reconhecer os perigos, reforçando a cultura e hábito de que a embriaguez não atrapalha o ato de dirigir.
Quanto ao álcool, fica a pergunta: será que se a lei fosse mais rigorosa com os motoristas que dirigem bêbados os acidentes diminuiriam ?
Os pedestres que dependem do transporte coletivo são obrigados a enfrentar ônibus lotados, atrasos, alto valor da passagem, causando desconforto. A falta de alternativas no transporte campineiro (como trens, metrô, trolibus, rodízio de carro) aumenta o número de veículos nas ruas, o que deve -se também a comodidade e busca de status social proporcionados por um carro.
O que temos notado, portanto, é a falta de coletividade . Se todos os motoristas e pedestres circulassem pensando no outro e não somente em si, o trânsito fluiria melhor. Se os governantes estivessem atentos ao problema, as dificuldades seriam menores.
Fica a pergunta: o que fazer para o trânsito sair da contramão?
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