A equipe de vôlei surgiu no CAPS Integração há cerca de um ano, quando ocorreu em Botucatu a primeira Olimpíada de Serviços de Saúde Mental e Comunitários, ficando em 3º lugar.
Desde então o grupo reúne -se todas as quartas, às 10h , na Praça dos Trabalhadores para a prática da atividade .
Segundo Davi, auxiliar de enfermagem e um dos coordenadores do projeto, a oficina é aberta a toda comunidade e tem como objetivo proporcionar atividade física, o que favorece a coordenação motora, o cuidado com o corpo, além da interação das pessoas.
Do outro lado da cidade , no Centro de Referência em DST/AIDS, a oficina já existe há m ais de três anos. Atualmente participam cerca de 25 pessoas e os treinos ocorrem um a vez por semana no Parque Ecológico. Nacle Nabak , coordenador do projeto, diz que o time é formado por usuários daquele serviço e funcionários, que participam de diversos torneios em Campinas e outras cidades.
No final do ano passado, em 14/11/2008, no Parque do Taquaral, ocorre um dos torneios. O Centro de Referência em DST/AIDS venceu o CAPS Integração no final. Também participaram do evento a UNICAM P e autoridades da área da saúde . O último campeonato ocorreu em 19 /05/2008, em Casa Branca, nas Olímpiadas para Serviços de saúde mental e comunitários. Novamente o Centro de Referência em DST/AIDS venceu o CAPS no final.
As disputas pelos títulos deu-se de forma amistosa, já que os dois serviços tem promovido trocas de experiências e tem se aproximado cada vez mais. Esta proximidade deve -se , entre outras coisas, a desafios comuns enfrentados por estes usuários, com o preconceito.
Sabemos que o preconceito, de forma geral, faz parte da sociedade e das pessoas, em diferentes intensidades e situações. Muitas vezes isto ocorre por existir um a opinião formada antes de conhecer o próximo. Seja o usuário do CAPS, muitas vezes considerado louco perigoso e incapaz; seja usuário do DST/AIDS, que não tem respeitados seus direitos e em alguns casos sua opção sexual, todos enfrentam questões relacionadas ao preconceito cotidianamente .
Para lidar com tais situações acreditamos ser necessária uma reflexão sobre o modo de pensar das pessoas, sejam elas diferente s ou não. Podemos aprender e conviver com o diferente, enxergar além das aparências e das expressões iniciais.
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